Rio Grande registra 633 focos do mosquito da dengue
A cidade do Rio Grande contabilizou 633 focos do mosquito Aedes aegypti em 2026, conforme aponta o mais recente boletim de monitoramento das arboviroses divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). O número representa um aumento de 36% em relação ao total registrado em 2025, quando foram identificados 465 focos no município.
As localidades com maior número de focos acumulados neste ano são o Centro, com 120 registros, seguido pelo Distrito Industrial (69), Cidade Nova (68) e Quinta (56). Também apresentam números elevados os bairros Vila Maria (34), São João/Recreio (32) e Junção (25). Já as localidades de Povo Novo e São Miguel registraram 20 focos cada.
O boletim chama atenção para a persistência da circulação do vetor em diferentes regiões da cidade, demonstrando a necessidade de manutenção das ações de vigilância e do engajamento da população na eliminação de possíveis criadouros.
Focos recentes preocupam equipes de vigilância
Nos últimos 15 dias, foram identificados 43 novos focos do mosquito em diversas localidades do município. O bairro São João/Recreio lidera o número de registros recentes, com 12 focos, seguido pela Cidade Nova, com oito, e pela Quinta, com quatro. Distrito Industrial, Junção, Vila Maria, Carlos Santos/Profilurb e Centro registraram dois focos cada. Já Mangueira, Prado, Querência, São Miguel, Buchholz e Castelo Branco tiveram um foco identificado no período.
Segundo a Vigilância em Saúde, o monitoramento contínuo dessas áreas é fundamental para evitar a proliferação do mosquito e reduzir o risco de transmissão de doenças como dengue, chikungunya e zika.
Situação da dengue permanece sob vigilância
O boletim também informa que Rio Grande registrou, até o momento, 52 notificações de dengue em 2026. Destas, dois casos foram confirmados como autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio município, enquanto 49 foram descartados e um permanece em investigação. A incidência atual é de 1,56 caso por 100 mil habitantes.
No Rio Grande do Sul, já são 1.886 casos confirmados de dengue em 2026, enquanto a 3ª Coordenadoria Regional de Saúde contabiliza 20 confirmações.
Prevenção continua sendo a principal medida adotada
A Secretaria da Saúde reforça que a eliminação dos criadouros do mosquito continua sendo a medida mais eficaz para prevenir a dengue e outras arboviroses. Entre as principais orientações estão colocar areia nos pratos de vasos de plantas, manter pneus armazenados em locais cobertos, deixar garrafas vazias viradas para baixo e manter sacos de lixo bem fechados.
O mosquito Aedes aegypti pode depositar seus ovos em recipientes com água parada, e esses ovos podem permanecer viáveis no ambiente por até um ano. Por isso, a colaboração da população é considerada essencial para interromper o ciclo de reprodução do vetor e reduzir os riscos à saúde pública.
Prefeitura Municipal do Rio Grande
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