Polícia Civil deflagra operação contra grupo investigado por extorquir comerciantes em Rio Grande
Ação da DRACO e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos cumpre mandados em residências e na Penitenciária Estadual; polícia orienta vítimas a não realizarem depósitos e registrarem ocorrência.
A Polícia Civil de Rio Grande, por meio do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos da DRACO (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), realiza operação policial voltada à investigação de crimes de extorsão praticados contra comerciantes do Município.
Na manhã desta terça-feira, a operação deu cumprimento a medidas cautelares de busca e apreensão expedidas pelo Poder Judiciário, sendo realizadas diligências em residências de investigados e também na Penitenciária Estadual de Rio Grande, locais apontados pelas investigações como vinculados à prática criminosa apurada.
As investigações apuram a atuação de criminosos que entram em contato com comerciantes por meio de mensagens de WhatsApp e ligações telefônicas, realizando graves ameaças e exigindo depósitos bancários. Durante as abordagens, os autores afirmam falsamente integrar facções criminosas que estariam dominando a cidade, utilizando esse discurso para intimidar as vítimas e obter vantagens econômicas ilícitas.
A Polícia Civil esclarece que tais alegações não correspondem à realidade. Entretanto, a coação exercida pelos criminosos tem provocado medo, insegurança e pânico entre comerciantes e seus familiares.
De acordo com o Delegado Rafael Patella, responsável pelas investigações, é fundamental que todas as vítimas realizem o registro de ocorrência policial.
“É muito importante que os comerciantes procurem imediatamente a Polícia Civil e registrem a ocorrência. Essas informações são essenciais para o avanço das investigações e para a identificação dos autores. Também orientamos que nenhuma quantia seja depositada e que as vítimas não acreditem nas ameaças ou nas falsas informações repassadas pelos criminosos”, destacou o Delegado.
As investigações demonstram que os criminosos utilizam técnicas de engenharia social, realizando pesquisas em redes sociais e fontes abertas para obter informações sobre os estabelecimentos comerciais, seus proprietários e familiares. Esses dados são posteriormente empregados para conferir aparência de credibilidade às ameaças e aumentar a pressão psicológica sobre as vítimas.
A operação também evidencia a importância da integração entre a Polícia Civil e a Polícia Penal no enfrentamento às organizações criminosas e aos delitos praticados por meio de aparelhos celulares e plataformas digitais. A atuação coordenada das instituições tem sido fundamental para identificar autores, interromper práticas criminosas e responsabilizar envolvidos, independentemente do local de onde os crimes estejam sendo executados.
A Polícia Civil destaca ainda a recente criação do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos em Rio Grande, unidade especializada no enfrentamento da criminalidade digital. Vinculado à DRACO Rio Grande, o núcleo vem investindo continuamente na capacitação de seus policiais, no aprimoramento de técnicas investigativas e na utilização de ferramentas tecnológicas voltadas à repressão de crimes praticados no ambiente virtual, fortalecendo a capacidade de resposta da instituição diante das novas modalidades criminosas.
A instituição reforça que comerciantes e cidadãos que recebam esse tipo de contato devem interromper imediatamente a comunicação com os criminosos, preservar mensagens, áudios, comprovantes e demais elementos de prova, e procurar a Polícia Civil para o registro da ocorrência.
Polícia Civil do Rio Grande
Clique aqui e participe do nosso Canal de Notícias no WhatsApp
