Estado e associações regionais de municípios debatem cogestão do Distanciamento Controlado

“Viabilizamos a possibilidade de dar esse passo adiante, que dá mais autonomia aos prefeitos”, disse Leite

O governo do Estado deu continuidade, na manhã desta terça-feira (4/8), à agenda de diálogo sobre o Distanciamento Controlado com a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e com as associações regionais. A intenção é chegar a um consenso sobre uma forma de cogestão do modelo entre o Estado e as 27 associações, para aperfeiçoar o processo.

O diálogo com a entidade tem sido frequente desde março, quando foram elaboradas as primeiras regras de enfrentamento à pandemia. Nas últimas semanas, as conversas se intensificaram. A Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios, liderada por Agostinho Meireles, promoveu reuniões com os prefeitos para alinhar possíveis mudanças. O Estado enviou uma proposta que foi avaliada e debatida pelos prefeitos na reunião desta terça-feira, entre o governo e os municípios. Todos os presidentes de associações tiveram oportunidade de se manifestar, caso desejassem, durante a reunião.

O governador Eduardo Leite participou de parte da reunião e lembrou que, nesta semana, o Gabinete de Crise discutirá a possibilidade de alterar protocolos de bandeira vermelha para permitir, de forma reduzida, o funcionamento de atividades comerciais, caso a expectativa de estabilização dos indicadores se confirme para o mês de agosto.

“Nosso modelo conseguiu, até aqui, fazer aquilo que propusemos: preservar a vida sem deixar de lado a atividade econômica. O Rio Grande do Sul parou menos, por menos tempo, teve menores perdas econômicas do que a maior parte dos outros Estados, e também perdeu menos vidas, se comparado aos outros Estados. Por isso, viabilizamos a possibilidade de dar esse passo adiante, que dá mais autonomia aos prefeitos, que estão na linha de frente em cada município”, explicou Leite.

A proposta do Estado prevê, inicialmente, que o modelo de Distanciamento Controlado siga rodando, classificando o risco epidemiológico de cada região. A partir da classificação, as associações regionais, de maneira unânime entre os prefeitos das respectivas regiões Covid, poderiam propor alterações locais aos protocolos impostos pela bandeira vermelha, por exemplo, com regras mais brandas, mas que sejam, no mínimo, mais rigorosas que a bandeira laranja. Caso prefiram, podem seguir os protocolos já estabelecidos pelo modelo.

“A reunião foi muito produtiva, todas as sugestões e posições das regiões foram ouvidas. Agradecemos a disponibilidade de diálogo de todos que participaram”, destacou Meireles. Durante encontro do Gabinete de Crise na tarde desta terça-feira, as propostas apresentadas pelos prefeitos serão avaliadas.

SECOM RS

Foto: Reprodução

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