Como justificar aquilo que, por natureza, é injustificável?

Estamos vivendo em tempos de ânimos exaltados, radicalismo, falta de lucidez, preconceitos declarados, ódios extremados, quase nenhuma capacidade de discernir o certo do errado e talvez poderíamos tentar dizer que a culpa disso tudo não é nossa e sim dos políticos, da instabilidade financeira, da crise econômica, da corrupção, das religiões, mas não, não podemos e nem mesmo devemos. A responsabilidade disso tudo, como bem me lembrou uma grande amiga minha, a Adriane, é exclusivamente nossa. Isso porque todas estas posições sejam morais, ideológicas e/ou religiosas transmitem o que cada um e/ou parcela da população pensa, crê, deseja e/ou pretende e, sendo assim, somos representados por aqueles, os quais encontramos modelos e/ou exemplos. Por esse motivo, devemos ter cuidado com aquilo que queremos e/ou buscamos e saber que “se todo indivíduo deve ser respeitado na sua totalidade, a recíproca é verdadeira”. Além dos mais, ninguém, em sã consciência, gosta e/ou prefere ser maltratado, desrespeitado seja por qual razão. Nesse sentido, temos que ter em mente que não devemos reproduzir atitudes e/ou ações ruins, cruéis, de tortura e/ou constrangedoras aos outros. E, ainda, não devemos nos deixar levar e nos alienar por belos discursos, pois não podemos esquecer que situações dramáticas, de crueldade extrema, de agressões sejam verbais ou de torturas costumam iniciar por discursos que, muitas vezes, infelizmente, “conseguem”, mesmo por caminhos obscuros e/ou tortuosos, justificar o que, por natureza, é injustificável!

Ana Paula Emmendorfer (Professora de Filosofia e Lógica – Doutora em Filosofia/Unisinos-RS)

Foto: Pixabay

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