Comitê de Monitoramento do Coronavírus (Covid-19) da FURG emite comunicado em defesa de medidas mais rígidas

Documento aborda a importância dos cuidados básicos e discorre sobre a gravíssima crise sanitária atual

Em nota divulgada na manhã desta quarta-feira, 31, a FURG, por meio de seu Comitê de Monitoramento do Coronavírus (Covid-19), manifestou-se em defesa da manutenção das medidas preventivas básicas para evitar a contaminação e a proliferação do vírus. O documento traz dados do governo estadual e da revista científica The Lancet para reforçar o posicionamento institucional adotado desde o começo da pandemia, em fevereiro de 2020, e defende a adoção de medidas mais rígidas e da vacinação em massa, imprescindíveis frente à grave crise sanitária instaurada no país.

De acordo com o vice-reitor e presidente do comitê, Renato Duro Dias, é importante que a comunidade universitária tenha acesso ao comunicado, resultado do acompanhamento da situação, feito por um grupo técnico, formado por profissionais da área da saúde. “A situação é bastante grave, no Brasil, no Estado do Rio Grande Sul e nas cidades onde a FURG possui campi. É importante essa informação técnica para que a comunidade possa balizar suas ações com base nesses elementos”, explica o vice-reitor.

Ainda segundo o gestor, o comitê de monitoramento discute a questão com base em dados científicos, apresentados por indicadores de vários órgãos como a Secretaria de Município da saúde, a Secretaria Estadual de Saúde, o Ministério da Saúde, entre outros mecanismos sociais que produzem um conjunto de dados relevantes a respeito do avanço do cenário pandêmico no país.

Sobre o comunicado

O documento destaca e explica os motivos pelos quais, passado mais de um ano do começo da pandemia e das primeiras medidas de isolamento social, a situação vivenciada no país atinge um agravo extremo. Os dados atualizados apontam para trezentas e quatorze mil (314.000) mortes decorrentes da Covid-19. O comunicado aponta que, com base nos dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde, no Rio Grande do Sul, dezenove mil e vinte (19.020) pessoas já morreram em decorrência do novo coronavírus.

Estes indicadores demonstram a gravidade da crise sanitária sem precedentes pela qual passa o país. Somam-se aos dados sobre óbitos, ainda, as altas taxas de ocupação de leitos em hospitais e Unidades de Pronto-Atendimentos (UPAs), a escassez e mesmo a falta de medicamentos usados na internação hospitalar em casos graves (como sedativos e relaxantes musculares, e, em alguns estados, o eminente risco de desabastecimento de oxigênio).

No município do Rio Grande, sede principal da FURG e onde estão concentrados o maior número de atividades acadêmicas da instituição, até a última segunda-feira, 29, haviam sido registrados mais de 12 mil casos e 302 óbitos confirmados pela Covid-19. “As UTIs da Santa Casa e do Hospital Universitário estão lotadas. Pacientes em estado grave esperam por uma vaga em leitos de enfermaria. Há risco de faltar medicamentos necessários aos pacientes mais greves”, escreve o comitê em uma passagem do comunicado.

Conclusões

Preocupado com agravamento do cenário pandêmico, o Comitê decidiu publicar o comunicado, como uma manifestação institucional em defesa das medidas preventivas, entendendo tecnicamente que estas são fundamentais para a preservação da vida neste momento. “Usar máscaras de proteção, manter os cuidados básicos de higiene e evitar aglomerações, são medidas preventivas imprescindíveis enquanto perdurar a pandemia”, destaca um trecho da nota.

O texto lembra que tratamentos precoces ou preventivos, não têm eficácia comprovada cientificamente e podem, em muitos casos, representar prejuízo a saúde ou, ainda, o agravamento de outros sintomas e quadros clínicos

O Comitê destaca, também, a necessidade de que sejam adotadas medidas mais rígidas enquanto durar o contexto atual de bandeira preta, evitando a flexibilização de atividades. A diminuição no fluxo de pessoas e a manutenção do distanciamento social são medidas eficazes e simples na redução do contágio e proliferação do vírus, afirma o documento.

“Pesquisadores gaúchos concluíram que o uso de máscaras reduz em 87% a chance de infecção por SARS-CoV-2. O estudo também mostra que as pessoas que aderem de forma moderada a intensa ao distanciamento social têm entre 59% e 75% menos chances de contrair o vírus”, apontam os dados presentes no material.

Por fim, ao encerrar o comunicado, o comitê se põe ao lado dos movimentos em defesa da imunização total da população nacional. “As vacinas são resultado de anos de pesquisa científica, e, por isso, consideradas uma das maiores conquistas da humanidade”, encerra a nota.

Assessoria de Comunicação Social da FURG

Foto: Arte/FURG

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