A ideia é respeitar e não cancelar

Cancelados e canceladores adjetivos usados nas redes sociais, para aqueles que fizeram algo equivocado e para os que julgam essas supostas atitudes e/ou ações ditas “erradas”. Mas quais atitudes podem ser consideradas incorretas? E quem pode ser o (a) cancelador (a), isto é, o “Deus” que desce do céu a terra para julgar os meros mortais? Ou seja, sobretudo, quem tem o direito de ser juiz (a) das atitudes e/ou ações alheias? Considerando que, normalmente, quem cancela o faz baseado em sua concepção particular de mundo e não a partir de regras as quais poderiam servir a convivência social geral, por exemplo, não parece ser adequado haver tamanho grau de avaliação. Por outro lado, o cancelado, por ter receio do cancelamento, fica pisando em ovos, pois a todo o momento pode ser excluído (a) por não agir conforme a visão de algumas pessoas. Pelo visto não há um consenso quanto a esse assunto já que a nossa humanidade e, especialmente, as nossas falhas deveriam nos manter mais unidos (as) e solidários (as) e não receosos (as) quanto ao que devemos ou não falar e/ou fazer.

Ana Paula Emmendorfer (Professora de Filosofia e Lógica – Doutora em Filosofia/Unisinos-RS)

Foto: Pixabay

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