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Unicef sugere conversa aberta com crianças sobre novo coronavírus

Organismo internacional dá orientações sobre a abordagem

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou nesta terça-feira (17) orientações sobre como falar sobre a pandemia do novo coronavírus com as crianças. Para o organismo internacional, uma conversa aberta pode ajudar os pequenos a entender e lidar com a situação.

Fazer perguntas e ouvir atentamente as crianças é um passo importante. A sugestão é começar convidando a criança a falar sobre o assunto, descobrir o quanto ela já sabe e seguir a partir daí. Desenhos, histórias e outras atividades podem ajudar a começar uma conversar.

Se ela é muito nova e ainda não ouviu falar sobre o surto, talvez não seja necessário levantar a questão, mas apenas aproveitar a oportunidade para reforçar as boas práticas de higiene sem introduzir novos medos.

O Unicef ressalta que é muito importante não minimizar ou se esquivar das preocupações da criança. “Assegure-se de reconhecer os sentimentos dela e lhe garantir que é natural sentir medo dessas coisas. Demonstre que está ouvindo, prestando toda a atenção ao que ela fala e tenha certeza de que ela entende que pode conversar com você e seus professores sempre que quiser”, diz orienta a publicação.

Ser honesto ao dar explicações e de falar de forma que a criança entenda também é outro ponto fundamental para essa comunicação. “Use uma linguagem apropriada para a idade, observe suas reações e seja sensível ao seu nível de ansiedade”.

Se não souber responder às perguntas delas, não inventar. Usar a situação para procurar juntos as respostas em sites oficiais e confiáveis.

Mostrar à criança como proteger ela mesma e seus amigos também é outro ponto abordado na publicação. “Uma das melhores maneiras de manter as crianças protegidas contra o coronavírus e outras doenças é simplesmente incentivar a lavagem regular das mãos. Não precisa ser uma conversa assustadora”. O Unicef ainda orienta a mostrar às crianças como cobrir o nariz e a boca com o cotovelo flexionado ao tossir ou espirrar e a explicar que é melhor não ficar muito perto das pessoas que apresentem esses sintomas.

Falar sobre os sintomas também é importante, para que a criança possa perceber se algo estiver errado.

Caso o pequeno fique doente, vale explicar que ficar em casa (ou no hospital, se for o caso), é mais seguro tanto para ela quanto para os amigos. “Tranquilize-o dizendo que você sabe que é difícil (talvez assustador ou até um tédio) algumas vezes, mas que seguir as regras ajudará a manter todos em segurança”.

Discriminação

Outro ponto reforçado pelo organismo internacional é que o surto do novo coronavírus trouxe muitos relatos de discriminação racial em todo o mundo, por isso é importante verificar se suas crianças não estão enfrentando nem contribuindo para o bullying. “Explique que o coronavírus não tem nada a ver com a aparência de alguém, sua origem ou o idioma que falam. Se elas sofreram bullying na escola, devem se sentir à vontade para contar a um adulto em quem confiam”.

Compartilhar histórias de profissionais da saúde, cientistas e jovens, entre outros, que estão trabalhando para interromper o surto e manter a comunidade segura também é recomendado, para mostrar a corrente que trabalha no combate ao surto de doenças.

Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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