Qual a melhor escola para inclusão?

Quantas vezes você já se fez essa pergunta?

Hoje vou falar sobre a nossa experiência, até aqui, com escolas.

Quando a Duda tinha um ano, colocamos ela no Clubinho Baby, escola de educação infantil. Ter colocado ela na escola desde cedo, fez a gente identificar mais fácil algumas características do autismo e ir atrás de um diagnóstico.
Nessa época, ela estava na fase de querer brincar sozinha, de se incomodar quando outras crianças queriam interagir, dava preferência para brinquedos rotativos, tinha agitação no sono noturno, entre outras características que já falei no texto que fiz exclusivamente sobre diagnóstico.

A experiência das responsáveis pelo Clubinho, que também fazem parte da nossa família, somaram ao que já tínhamos notado de diferenças e acredito que foi fundamental pra termos ido atrás de um diagnóstico cedo. Pós receber o laudo, as profes sempre se dedicaram para incluir e adaptar tudo que fosse necessário para a Duda se sentir protegida e de fato incluída. O Clubinho fez parte da nossa vida por 4 anos, e foi lá que ela aprendeu a brincar com outras crianças, dividir brinquedos e a seguir algumas regras. A Duda ama a escola e nós também.

Com 3 anos , conseguimos uma vaga na Escola Municipal de Educação Especial Maria Lúcia Luzzardi, no período inverso do Clubinho. Essa escola é tão importante para o desenvolvimento da Duda, que vou fazer um post exclusivo pra falar do maravilhoso trabalho que eles realizam e o tanto que nos auxiliaram em todo o processo de desenvolvimento.

Muita gente tem dúvidas sobre a escola Maria Lúcia Luzzardi, já recebi várias perguntas sobre, por isso vou falar separadamente, pois tem muita coisa boa pra contar.

Mas já vou adiantando, ao contrário do que muitos pensam, a escola especial não substitui a escola regular.

Seguindo na trajetória escolar da Duda, com 4 anos tiramos ela do Clubinho, para que saísse da zona de conforto e fosse se acostumando com uma escola maior, para quando chegasse a fase da alfabetização, as mudanças não serem tão grandes.

A primeira tentativa foi em uma escola municipal, mas não tivemos uma boa experiência. No início do ano letivo, a professora já se afastou, com isso, em uma turma de inclusão, todos os dias era uma responsável diferente, não tendo uma rotina ou a referência certa. Se pra crianças típicas isso já é ruim, imagina para a Duda, que sente qualquer quebra na rotina. Quase no fim do ano, entrou uma substituta que ficaria somente até se aposentar, então não ficaria até o final do ano. Seria mais mudanças para as crianças. Vocês imaginam o quanto isso é confuso para uma turma de educação infantil?

Por sorte a professora que entraria para se aposentar, se apaixonou pela turma e por vontade própria resolveu seguir até o final do ano, fez projetos muito legais e foi importantíssima nesse final.

Mas até o fim do ano, a Duda não ficou durante todo horário integral como as outras crianças, porque eles achavam que era muita coisa para ela e porque por lei isso pode. Mas eu sei que ela era capaz de ser como todos e que não tinha essa limitação. Nem preciso dizer que mudamos de escola né?

Obs.: Aqui, só queria deixar registrado que nem sempre é a escola que é boa ou ruim, muitas vezes encontramos pessoas que são verdadeiros anjos em nossas vidas e que fazem toda a diferença para nossas crianças.

No ano seguinte, a Duda ingressou em outra escola municipal, que por sorte do destino, a professora seria a mesma que dava aula para ela na Maria Lúcia Luzzardi, então não teríamos dúvidas quanto a dedicação e certeza de que seria um ano de muito aprendizado. Mas com a pandemia as aulas mal chegaram a iniciar.

Estamos ansiosos que tudo isso passe e as aulas retornem para seguirmos com o desenvolvimento da Duda.

Enquanto isso, vamos nos capacitando por aqui, para continuar ajudando ela.

Autora: Alice de Leon

Foto: Arquivo Pessoal

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