Prefeitura recebe equipe de consórcio responsável por avaliar estruturas e estratégias de mitigação dos efeitos das enchentes
O Executivo Municipal recebeu, nesta quarta-feira (1º), uma comitiva do Consórcio Sul Resiliente, contratado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para a elaboração de uma avaliação estratégica e socioeconômica das regiões atingidas pelas enchentes de 2024. O objetivo é o planejamento de intervenções sustentáveis, estruturais e não-estruturais para prevenir e mitigar os efeitos de cheias.
Para isso, o consórcio tem visitado os municípios afetados, em roteiro que passou pelas regiões Metropolitana e Sul, sendo encerrado no Rio Grande. A intenção, com isso, é conhecer as ações em execução ou planejamento nos municípios e as estruturas já existentes para assim formar uma grande base de dados sobre a Região Hidrográfica do Lago Guaíba e da Lagoa dos Patos.
A partir das informações coletadas, está sendo elaborada uma modelagem hidrodinâmica, em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH/UFRGS), concentrando todas as obras, estruturais ou não-estruturais. Com esse cadastramento, a equipe pode avaliar o impacto das intervenções e seus efeitos nos demais municípios que compõem o sistema, considerando a cota de cada a partir de um referencial comum.
“Nosso papel é avaliar todas as estruturas e projetos que estão sendo desenvolvidos pelos municípios em conjunto, como uma intervenção pode interferir na outra, de forma positiva ou negativa, e qual vai ser a eficiência desse conjunto de soluções implantadas. E se necessário, vamos propor outras soluções ou alterações para um conjunto melhor de proteção”, explica a engenheira Ane Jaworowski, uma das coordenadoras do trabalho do consórcio.
Ainda de acordo com o apresentado pelos engenheiros, considerando alguns dos cenários verificados, a exemplo do Rio Grande, em alguns pontos não poderão ser feitas ações estruturais, como a construção de diques ou barreiras físicas, mas que existem alternativas de soluções arquitetônicas de convivência com as cheias.
Realidade local
Em um primeiro momento, o encontro ocorreu no prédio da Prefeitura, com a presença da prefeita Darlene Pereira, do vice-prefeito e coordenador da Defesa Civil, Renatinho Gomes, e os secretários de Planejamento, Glauber Gonçalves; de Infraestrutura, Rodrigo Barreto; do Gabinete de Programas e Projetos Especiais; Giovanna Trindade; de Relações Institucionais e Comunitárias, Cláudio Costa; e o secretário-executivo da Defesa Civil, Anderson Montiel.
Os representantes da gestão apresentaram o contexto local do Rio Grande, características físicas e socioeconômicas de diferentes regiões e uma grande base de dados a respeito dos impactos do evento climático de 2024, assim como de situações semelhantes vivenciadas anteriormente. A ação conta com a parceria do Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (Ciex/Furg), com quem o Município firmou termo de cooperação.
Também foram debatidos alguns projetos já idealizados para proteção contra enchentes. Um deles aborda uma estrutura de proteção na região de orla no Saco da Mangueira, projeto que abrange área que inicia nas proximidades da Refinaria Riograndense e se estende até o final do bairro Dom Bosquinho. Para isso, o Município já conta com parte do recurso necessário, e atua para viabilizar o restante. Neste contexto, a partir de sua avaliação e participação, a equipe do consórcio poderá ser uma aliada do Município para o investimento.
“Recebemos o consórcio para que pudessem conhecer de perto nossas vulnerabilidades, as áreas sensíveis e vulneráveis aqui do Rio Grande. E também os projetos que estamos desenvolvendo na orla do Saco da Mangueira e na Orla Norte, projetos importantes de proteção contra a cheia”, afirmou o vice-prefeito Gomes.
Ainda foram tratadas outras questões, como a Casa de Bombas na Rua Andradas, as ações de micro e macro drenagem no sistema atual, o trabalho de hidrojateamento nas tubulações e uma proposta para a orla da Lagoa dos Patos, em concepção inicial.
Vistorias
Posteriormente, os técnicos foram acompanhados pela Defesa Civil em visita a áreas vulneráveis do Rio Grande, como Dom Bosquinho, orla norte, e outros pontos suscetíveis a alagamentos e inundações. As vistorias permitiram conhecer de perto as áreas previstas para receber futuras intervenções do sistema de proteção contra cheias, subsidiando o diagnóstico técnico e o planejamento das ações. Encerrando a agenda, a equipe visitou o Ciex, na Furg, onde conheceu a estrutura de monitoramento hidrometeorológico , os sistemas de previsão e as pesquisas desenvolvidas em apoio à gestão de riscos e desastres.
Prefeitura Municipal do Rio Grande
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