Prefeitura e Furg realizam trabalho pioneiro na gestão de resíduos nas obras municipais

Organizar os canteiros de obras, orientar as empresas e os trabalhadores sobre o descarte correto dos resíduos, reaproveitar o que for possível e dialogar com a comunidade. Essas são as diretrizes gerais do Programa de Educação Ambiental nas obras municipais, uma parceria da Prefeitura Municipal do Rio Grande com a FURG.

Coordenado pelo Gabinete de Programas e Projetos Especiais (GPPE) em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da Universidade, o projeto teve inicío em fevereiro deste ano e já percorreu obras como a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Junção, a Unidade Básica 24h do Cassino, o Posto IV, as obras de drenagem e pavimentação do bairro Getúlio Vargas, o Centro de Iniciação ao Esporte no Parque Marinha e o Centro de Esportes e Artes Unificados do Jockey Clube. Na manhã desta quarta-feira (23) a equipe que desenvolve as ações iniciou mais uma etapa do trabalho nas obras de revitalização da Henrique Pancada, o projeto Orla.

Patrícia Gomes, servidora da GPPE e mestranda em Educação Ambiental na FURG, explica que o projeto nasceu de uma necessidade da pasta. “Precisávamos qualificar o pessoal, engenheiros, arquitetos, fiscais – e também as obras – em relação a gestão dos resíduos. Como não tínhamos um setor na Prefeitura específico para trabalhar essa pauta, nós buscamos a parceria coma Universidade”, comentou.

Ela conta que, após o início do projeto, ocorreram reuniões com os servidores e servidoras da Prefeitura, depois com os responsáveis pelas empresas que estão executando as obras e, na sequência, a realização das oficinas. O próximo passo, destaca, deve ocorrer em dezembro e ampliará a discussão para as comunidades que vivem ao entorno das obras, através de oficinas e discussões sobre temas relacionados ao meio ambiente. “É um processo educativo”, resumiu Patricia.

Acompanhada pelo também servidor da GPPE, Cláudio Miranda, pelas gestoras ambientais Bruna Barreto e Maryanna Pozenato e pela graduanda de Gestão Ambiental e que faz o seu estágio acadêmico no projeto, Rafaela de Oliveira, a equipe falou sobre os tipos de resíduos de construção civil, suas classes, possibilidades de reaproveitamento e impactos ao meio ambiente. De acordo com o banner apresentado aos trabalhadores, os resúdios Classe A (tijolos, pedras, areia e outros) são trituráveis e podem ser reutilizados em obras públicas, os Classe B (papel, papelão, plástico e madeira) podem ser recicláveis, os Classe C (lixas, massa corrida e outros) são considerados não-recicláveis e os Classe D (tinta, verniz, solvente e pincéis) são tidos como perigosos e podem causar contaminação.

Para Bruna Barreto, que também possui Mestrado em Gerenciamento Costeiro, o projeto é bom para a cidade, para a Universidade e contribui para a relação entre a pesquisa e a prática acadêmica. “Observamos um retorno muito bom, principalmente dos operários que compreendem a proposta e a necessidade deste tipo de trabalho”, ressalta.

Virgilino Júnior, encanador industrial e pedreiro há mais de 10 anos é um exemplo. O trabalhador diz já ter tido experiência sobre o tema e reforça a importância deste tipo de iniciativa no canteiro de obras. “Tive a oportunidade de conhecer trabalho similar, na época do Polo Naval. Precisamos fazer a nossa parte, pois é algo para nós mesmos”, disse. Placas de identificação dos tipos de resíduos e adesivos foram distribuídos no canteiro de obras. Alguns, colados no capacete dos trabalhadores. “Segurança e meio ambiente andam sempre juntas”, concluiu Patrícia, que salientou a participação da Professora Dra. Dione Kitzmann, na consolidação do projeto.

Assessoria de Comunicação PMRG

Foto: Divulgação PMRG

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