Lista com 20 indicadores vai orientar políticas de saúde até o final de 2023 no RS

Distribuição de preservativos é uma das estratégias a mortalidade por Aids, um dos indicadores que serão acompanhados

Vinte indicadores vão orientar, até o final de 2023, o processo de monitoramento das políticas de saúde no Estado e nos municípios do Rio Grande do Sul. Elaborados em conjunto com os municípios e o Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul ), os novos indicadores pactuados substituíram o rol de indicadores do quadriênio de 2017 a 2021.

Como o Ministério da Saúde não coordena mais em âmbito nacional o processo de pactuação de indicadores, a gestão estadual e os municípios gaúchos entenderam ser fundamental seguir pactuando indicadores de relevância para o SUS no Estado.

Foi desenvolvida pelo Departamento de Tecnologia da SE, uma ferramenta, através do painel Business Intelligence, para cadastramento de informações e acompanhamento pelos municípios e a população. Termo que em inglês significa Inteligência de Negócios ou Inteligência Empresarial, o Business Intelligence é um processo, baseado em tecnologia, para os usuários visualizarem e organizarem dados.

No caso do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul, permite aos gestores acompanhar as métricas definidas e atualizar dados.

“Os municípios, ao acompanhar seus indicadores, qualificam a gestão do SUS tomando decisões com base em informações agrupdas em âmbito municipal, regional ou macrorregional”, explicou o diretor de Planejamento da Secretaria da Saúde, Cristian Guimarães. “O indicador é um norte para os municípios pensarem as políticas de saúde. Eles expressam o que está posto no Plano estadual de Saúde 2020-2023 ”.

O processo de pactuação dos indicadores estabelece metas estaduais, macrorregionais, regionais e municipais, levando em conta não apenas o Plano Estadual de Saúde e na Programação Anual de Saúde 2022 e 2023. As métricas são particulares, envolvendo números, porcentagens ou taxas, dependendo do indicador.

“A gente quer acompanhar as condições de saúde no Estado e tomar decisões rápidas, para impactar positivamente na saúde das pessoas”, explicou ainda Guimarães. “Procuramos olhar o Estado e cada município”.

Planejamento Integrado

Pactuados em maio pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne os gestores de saúde no Estado, os novos indicadores se inserem no Planejamento Regional Integrado (PRI), política da Secretaria da Saúde para contribuir com a organização regional dos serviços e ações no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em parceria com o COSEMS e o Conselho Estadual de Saúde, a Secretaria da Saúde analisou mais de cem indicadores, identificando os mais expressivos para serem pactuados e permitindo que os municípios possam analisar seus dados e definir suas próprias metas tendo como base os indicadores selecionados e os parâmetros de metas estabelecidos pela gestão estadual do SUS.

“Foi um investimento para que o cidadão possa acompanhar os resultados da saúde com transparência, prestando atenção na evolução da política de saúde no território municipal, regional e estadual”.

Novos Indicadores

  1. Taxa de mortalidade infantil
  2. Número de casos novos de sífilis congênita em menores de 1 ano de idade
  3. Testagem para HIV nos casos novos de tuberculose notificados no SINAN
  4. Razão de Mortalidade Materna – RMM
  5. Coeficiente bruto de  mortalidade por Aids
  6. Número de casos novos de AIDS em menores de 5 anos de idade
  7. Razão de exames de mamografia de rastreamento realizados em mulheres de 50 a 69 e população da mesma faixa etária
  8. Cobertura vacinal da vacina tríplice viral, primeira dose, para crianças de 01 ano de idade.
  9. Índice de Infestação Predial pelo Aedes aegypti
  10. Proporção de gravidez na adolescência entre as faixas etárias de 10-19 anos (proporção de nascidos vivos de mulheres entre 10-19 anos)
  11. Ações de matriciamento sistemático realizadas por CAPS com equipes de Atenção Básica
  12. Índice de internações por Transtornos Mentais e Comportamentais (TMC)
  13. Percentual de idosos com registro do procedimento “Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa”
  14. Percentual de prevalência de excesso de peso na população adulta do RS
  15. Cobertura de acompanhamento das condicionalidades da saúde do Programa Auxílio Brasil
  16. População abastecida por Solução Alternativa Coletiva (SAC) com tratamento em relação à população abastecida por SAC
  17. Taxa de notificações de agravos relacionados ao trabalho
  18. Percentual de óbitos relacionados ao trabalho investigados
  19. Percentual de coleta de amostra por RT-PCR (diagnóstico padrão ouro) em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados e óbitos por SRAG
  20. Cinco coletas de amostras por semana com RT-PCR (diagnóstico padrão ouro) realizado dos casos de síndrome gripal (SG) atendidos em cada unidades sentinelas (US)

Ascom SES/RS

Foto: Pixabay

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