Exposição Influências Afro-Indígenas está Disponível à Visitação até o dia 30 de Novembro

A Secretaria de Município da Cultura (SeCult), através do Centro Municipal de Cultural Inah Emil Martensen, convida a todos para prestigiar a exposição “Influências Afro-indígenas”, da Escola Municipal Cipriano Porto Alegre, que está disponível para visitação até o dia 30 de novembro, na Sala Multiuso da Prefeitura Municipal.

A mostra é o resultado do trabalho desenvolvido há uma década com os alunos e alunas das sétimas e oitavas séries, e, posteriormente, oitavos e nonos anos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cipriano Porto Alegre. De acordo com a Professora Esp. Margareth Teixeira, uma das grandes incentivadoras da proposta e desenvolvedora do projeto, tudo começou nas aulas de Artes.

“Iniciamos o trabalho em 2007, em diálogo com a lei nº 10.639, com o projeto ‘O negro protagonismo nas artes’. Com o sancionamento da lei nº 11.645/2008, demos continuidade e passamos a chamá-lo de ‘Reconhecer e valorizar as culturas Afro-Indígenas’, com o objetivo de discutir e salientar valores como ética, cidadania e justiça social com os estudantes”, destacou.

A exposição mostra a transformação do conhecimento teórico, dos posicionamentos diante das relações étnico raciais (gênero, economia, politico, social, educacional, filosófico e sociológico e, principalmente, ao que tange o enfrentamento ao racismo e seus desdobramentos) em expressões artísticas, bem como a forma que os educandos se relacionam com o fazer artístico.

Durante esses dez anos o projeto vem contribuindo para desconstruir o pensamento euro centrado, característico da nossa sociedade, e implantar um olhar mais plural – reconhecendo as mais diferentes culturas como essenciais na construção do país.

A prática artística na escola tornou-se um espaço para a realização de debates acerca de temas atuais como discriminações, preconceitos, gênero, relações entre os seres humanos, mundo de trabalho, momento econômico-politico-global e brasileiro, tudo isso no âmbito do estudo de artistas negros e negras brasileiros.

Na instituição de ensino fora criado um ambiente próprio para as experiências criativas dos educandos, sendo inaugurada neste ano a Sala de Artes João Eli Castro, uma homenagem ao artista negro rio-grandino.

“Para nós, todo ser humano merece ser respeitado. Independentemente de questões étnicas, de credo, política e gênero; a diversidade existe, logo devemos repensar e rever nossos conceitos acerca dela, evitando criar desigualdades e conflitos”, concluiu a professora.

Com informações da SeCult

Assessoria de Comunicação/PMRG

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