Conselho Superior da FURG aprova cassação de títulos ‘doutor honoris causa’ de presidente, general e almirante-de-esquadra da ditadura militar
O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio Grande (CONSUN) aprovou, na manhã desta sexta-feira, dia 5 de abril, a cassação dos títulos de “doutor honoris causa” concedidos ao General Emílio Garrastazú Médici, em 1972; ao General Golbery do Couto e Silva, em 1981; e, ao Almirante-de-Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, em 1984. As homenagens foram concedidas durante a ditadura empresarial-militar. A votação foi por aclamação.
A Comissão da Verdade da FURG, criada em dezembro de 2023, com dois integrantes da APROFURG – Seção Sindical do ANDES-SN, os professores Cristiano Engelke e Gustavo Miranda, representando a FURG e o IFRS – Campus Rio Grande, respectivamente, teve como primeira tarefa elaborar um relatório solicitando a cassação dos três títulos “doutor honoris causa” ao conselho da universidade.
“Hoje, tivemos um momento histórico neste conselho universitário. A cassação dos títulos de doutor honoris causa de três representantes importantes de um dos períodos mais sombrios de nossa história, a ditadura empresarial-militar, significa, primeiro, um posicionamento claro de nossa universidade contra a ditadura e em defesa veemente da democracia na FURG e, em especial, em todo o nosso país”, disse Engelke.
O professor ainda comentou que “a decisão tomada hoje soma a FURG a outras universidades do Brasil, reiterando que a cassação desses títulos garante que a universidade pública seja um espaço de valorização da democracia”.
Essa é uma decisão histórica para a universidade e para a democracia brasileira. “Isso é apenas o início, devemos avançar, em especial para além desses processos de descomemoração. É preciso avançarmos nos processos de reparação das tantas vítimas da ditadura empresarial-militar em todo o país, mas em especial aqui na FURG e no CTI, atual IFRS”, concluiu.
Assessoria de Comunicação APROFURG
Foto: APROFURG
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Absoluta aberraçao ideológica e negativamente política que nada tem a ver com os ensinamentos a que deve se propor uma universidade deve se ater em criar profissionais de elite.
Tal aberracáo, para um instituto que deve ser devotado apenas ao ensino, mesmo em um governo de esquerda, levou à perda justa de um plus que é o fim do convênio desta universidade com a marinha nacional.
Triste país que não cultua seus benfeitores por ideologia barata e sem sentidos no âmbito de uma universidade cuja obrigação é o ensino de ponta. A politicagem ideológica deve ser exercida fora dos seus muros.
Até quando não haverá bom senso?
Poupo os termos chulos que me veem à mente em prol dos bons e sensatos alunos que não compartilham dessa prática prejudicial ao país.