As falhas fazem parte do percurso

É exigido de nós que sejamos perfeitos (as), nas redes sociais, no meio profissional, no ambiente familiar, etc. Por isso nunca nos falta orientação sobre como devemos fazer algo ou como devemos nos comportar. Ainda crianças costumamos ser guiados (as) por nossas mães, pais e/ou responsáveis e sem querer, ou quando mal percebemos, estamos no meio de competições com os nossos familiares mais próximos e normalmente, ainda, há aqueles comentários: fulano já é formado, beltrano está bem empregado. E você, o que está estudando? Ou onde está trabalhando?  E, desse modo, não podemos decepcionar quem respeitamos a vida inteira. Sendo assim, quando conseguimos ser melhores que os outros aí damos orgulho para os nossos responsáveis, contudo eles só se importam com isso e não dão atenção para os nossos sentimentos. Mas toda essa competição desnecessária nos tira muita energia e pode nos causar algumas doenças, pois é muito difícil não mostrar falhas e considerando que a perfeição não existe, se existisse seríamos robôs e não seres humanos, em algum momento ficamos para trás em algum quesito. Além disso, temos que ter em mente que uma falha não é algo totalmente ruim porque as imperfeições podem nos levar e/ou nos trazer algo bom já que o primeiro passo para a excelência é o hábito e mesmo os hábitos levam tempo para serem fixados. Nesse sentido, o percurso do caminho trilhado nem sempre será repleto de sucesso, se fosse esse o caso, aliás, não teria razão de ser percorrido.

Ana Paula Emmendorfer (Professora de Filosofia e Lógica – Doutora em Filosofia/Unisinos-RS)

Foto: Pixabay

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