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Quinto boletim de Balneabilidade divulgado pelo governo do Estado apresenta 89 pontos próprios para banho no RS

Fiscalizações complementam coletas para garantir segurança dos banhistas no Litoral Norte

O governo do Estado, por meio da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), divulgou, nesta sexta-feira (9/1), o quinto boletim do Programa Balneabilidade da temporada 2025/2026. Os dados são referentes às coletas de águas realizadas entre os dias 5 e 6 de janeiro de 2026. De acordo com o relatório, dos 96 pontos monitorados em todo o Rio Grande do Sul, sete estão impróprios para banho.

Nesta semana, todos os pontos analisados no Litoral Norte estão próprios para banho. Entre os locais identificados como impróprios no Boletim 5, está a Lagoa Peixoto, em Osório, que apresentou alto índice de cianobactérias (116.576 células/ml — o limite é 50 mil). Isso indica que os organismos presentes neste ponto (Microcystis sp. e Dolichospermum sp.) são potenciais produtores de microcistinas, substâncias que podem causar intoxicações agudas ou crônicas em caso de exposição à água.

Locais impróprios para banho nesta semana (Município — Balneário/Praia):

  • Cerrito — Balneário Cerrito – Rio Piratini
  • Osório — Lagoa do Peixoto
  • Pedro Osório — Balneário Pedro Osório – Rio Piratini
  • Pelotas — Totó
  • Pelotas — Valverde – Av. Sen. Joaquim A. Assumpção
  • Pelotas — Valverde – Trapiche
  • Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso – Rio Piratini

→ Quinto boletim de Balneabilidade

Além das coletas, semana foi de fiscalizações

Após o quarto boletim do Programa Balneabilidade, divulgado em 2 de janeiro, apontar cinco pontos de água imprópria para banho no Litoral Norte, todos em Capão da Canoa, uma equipe de técnicos do Departamento de Fiscalização da Fepam realizou uma ação de coleta e verificação em sete pontos nas proximidades dos locais em questão — cinco em Capão da Canoa, um em Arroio do Sal, e um em Xangri-lá.

Foram recolhidas amostras de água de saídas de redes de drenagem pluvial direcionadas para faixa de praia, a fim de identificar possíveis contaminações por esgoto sanitário a partir de lançamentos irregulares — sem tratamento adequado — nas galerias.

Caso sejam confirmadas as contaminações, as prefeituras locais serão acionadas para esclarecimentos sobre a rede de coleta de esgotamento sanitário.

O Programa

O Balneabilidade, que determina se um local está próprio ou impróprio para banho, é executado pela Fepam, com o apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep).

O monitoramento abrange 96 pontos de praias e balneários de 45 municípios do Estado. Este ano, passaram a receber coleta e análise a Lagoa Rondinha, no município de Balneário Pinhal; o Parque Náutico, em Capão da Canoa; e o Balneário Klérfim Cardoso, na cidade de Piratini.

A divulgação dos resultados acontece sempre às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, nas placas fixadas em praias e balneários nos locais de divulgação e no webaplicativo  do Balneabilidade. Os boletins serão divulgados até 27 de fevereiro.

O projeto é realizado anualmente pela Fepam desde 1979, integrando a Operação Verão Total, desenvolvida pelo governo do Estado.

Classificação das águas

Para a classificação das águas como próprias ou impróprias para banho, utilizam-se parâmetros de Escherichia coli (E.coli), observando os critérios definidos pelas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 274/2000 e 357/2005.

Nos balneários de Pelotas; Tapes; na Lagoa do Peixoto, em Osório; na Praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul; na Praia da Picada, em Barra do Ribeiro; e em Arambaré também são consideradas as cianobactérias.

O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento. Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentarem resultado maior que 2 mil para E.coli, o ponto será classificado como impróprio. O mesmo ocorre se a contagem de cianobactérias extrapolar 50 mil células.

Recomendações aos banhistas:

  • Entrar na água apenas em locais com condição própria para o banho;
  • Evitar tomar banho em época chuvosa, nas primeiras 24 horas após chuvas intensas, em períodos de cheia dos rios ou em canais pluviais, saídas de córregos ou rios que afluem nas praias;
  • Não tomar banho em locais com concentração de algas, pois podem conter toxinas prejudiciais à saúde;
  • Destinar atenção especial a crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.

Ascom Fepam

Foto: Fepam

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