Prefeitura do Rio Grande divulga alerta preventivo para gripe aviária
A Prefeitura do Rio Grande, por meio da Vigilância em Saúde, emitiu um alerta epidemiológico para gripe aviária (Influenza Aviária), reforçando orientações à população sobre como proceder ao encontrar aves domésticas ou silvestres doentes ou mortas, bem como mamíferos marinhos debilitados ou sem vida na orla do município. A medida tem caráter preventivo e ocorre em um contexto de monitoramento permanente da doença na América do Sul e no litoral do Rio Grande do Sul, região que já registrou episódios envolvendo fauna marinha nos últimos anos.
A orientação das autoridades sanitárias é clara: ao identificar animais com sinais como dificuldade respiratória, secreção nasal ou ocular, espirros, falta de coordenação motora, torcicolo, diarreia ou morte, a população não deve se aproximar nem tocar. O mesmo cuidado vale para lobos-marinhos, leões-marinhos e focas encontrados doentes ou mortos na praia. A recomendação inclui manter crianças e animais de estimação afastados e comunicar imediatamente os órgãos responsáveis, permitindo que equipes especializadas façam o manejo seguro e a investigação sanitária.
A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos, como cães, gatos e mamíferos marinhos, além de seres humanos em situações raras, geralmente associadas ao contato direto com animais contaminados. A transmissão ocorre por meio de secreções, fezes ou carcaças infectadas. Em humanos, os sintomas podem ser semelhantes aos da gripe comum, incluindo febre acima de 38 °C, dor de garganta, dores no corpo, mal-estar, calafrios, fraqueza, dor abdominal, tosse seca, espirros e secreção nasal. Caso uma pessoa apresente esses sintomas após contato com animais suspeitos, a Vigilância Epidemiológica orienta procurar atendimento de saúde e comunicar o caso às autoridades.
O alerta também considera o cenário regional e internacional. Nos últimos anos, países vizinhos como Argentina, Uruguai e Chile registraram ocorrências da doença em aves silvestres e de criação, além de surtos em aves marinhas e mamíferos marinhos, especialmente no litoral chileno. Esses episódios estão associados às rotas de aves migratórias, que podem transportar o vírus ao longo do continente, aumentando a necessidade de vigilância nas zonas costeiras do sul do Brasil.
O litoral do Rio Grande do Sul, incluindo a região do Cassino e arredores do município do Rio Grande, já registrou em 2023 episódios de mortalidade de aves marinhas e mamíferos que motivaram investigações sanitárias e o reforço das ações de vigilância em saúde. A presença constante de fauna marinha na costa sul torna a região estratégica para o monitoramento de doenças emergentes, já que esses animais podem atuar como indicadores precoces de alterações sanitárias no ecossistema.
Medida Preventiva
A Prefeitura reforça que o alerta epidemiológico não indica a existência de casos locais, mas sim uma medida preventiva diante do cenário regional e das rotas migratórias de aves. A colaboração da população é essencial para reduzir riscos à saúde pública, proteger a fauna e permitir respostas rápidas das equipes sanitárias. Evitar o contato com animais suspeitos e comunicar imediatamente os órgãos competentes são atitudes fundamentais para a segurança de todos.
Em caso de identificação de animais doentes ou mortos, a população pode acionar a Vigilância Epidemiológica pelo telefone (53) 99147-5052, o Serviço Veterinário Oficial Estadual (51) 98445-2033, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura pelo número (51) 98593-1288 ou a Inspetoria Veterinária Municipal pelo telefone (53) 3232-3131.
Assessoria de Comunicação Social Prefeitura Municipal do Rio Grande
Foto: Divulgação
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