Caravana do Esporte em Rio Grande promove atividades esportivas com alunos e formação para professores
Nesta terça-feira (24), a Caravana do Esporte do Instituto Esporte e Educação (IEE) iniciou suas atividades com professores e alunos da rede municipal de ensino na EMEF Manoel Martins Mano. Cerca de 300 estudantes foram atendidos, sendo 150 no turno da manhã e 150 no turno da tarde, em um roteiro de ações desenvolvidas especificamente para promover a participação plena de todas as crianças, incluindo estudantes com deficiência e neurodivergentes, entre eles aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Paralelamente, foi ofertada uma formação na área de Esporte Educacional e Inclusão, com Alexandre Arena e João Batista Freire, uma das principais referências sobre o tema no país. A ação teve a participação de professores da rede municipal da área de educação física, professores de salas de recurso multifuncionais, de monitores que atuam nas escolas com crianças neurodivergentes, assim como membros do projeto Paradesporto da Secretaria da Educação e do Projeto Estimular da Furg.
Ação semelhante acontece, nesta quarta-feira (25), na Escola EMEF Frederico Buchholz, tanto para os alunos quanto para as turmas de professores. Ao todo, cerca de 600 alunos serão atendidos nos dois dias. Já a formação irá contemplar mais de 100 profissionais da área, divididos em quatro turmas, duas por dia.
“E a ideia é essa, qualificar os nossos professores para que a gente tenha atendimentos com qualidade, a partir da metodologia do esporte educacional”, destaca a dirigente do Núcleo de Desenvolvimento Esportivo da SMEd, Leontine Santos.
Foco na inclusão
Em 2026, o projeto tem direcionamento especial para o campo da inclusão. Neste contexto, busca ampliar a compreensão das escolas e dos municípios sobre adaptação de espaços, criação de práticas pedagógicas esportivas diversificadas e mais acessíveis, estratégias para participação efetiva de crianças com deficiência e neurodivergentes, e ocupação esportiva dos espaços escolares. As estações esportivas serão planejadas com cuidadoso olhar inclusivo e as formações pedagógicas buscarão fortalecer competências, metodologias e habilidades profissionais alinhadas ao esporte educacional seguro e inclusivo.
Além disso, o projeto também tem como objetivo mobilizar pais, mães e famílias de estudantes neurodivergentes e com deficiência, profissionais de apoio escolar e equipes que atuam diretamente com educação inclusiva nos municípios. Assim, a intenção é ampliar a rede de cuidado, pertencimento e participação, fortalecendo uma cultura escolar verdadeiramente inclusiva por meio do esporte.
Esporte Educacional e Inclusão
Para o professor João Batista Freire, o esporte como ferramenta educacional estimula maior adesão devido ao interesse pelas atividades esportivas. Assim, se torna uma oportunidade para o trabalho de diferentes aspectos relacionados com a própria prática esportiva, como autonomia, cooperação, equilíbrio emocional, entre outros.
“Pensar por conta própria favorece o desenvolvimento do pensamento. Se juntar com os colegas favorece a cooperação. Tomar decisões favorece a autonomia. Ter que seguir as regras favorece o equilíbrio emocional. Então o esporte é um estupendo veículo educacional para meninas e meninos lidarem com algo tão explosivo como as emoções”, comenta.
Além disso, ele ressalta que não se trata de uma ideia nova, e que Paulo Freire, por exemplo, teve bastante êxito na aplicação da temática, inclusive na alfabetização de adultos e no desenvolvimento da consciência sobre a vida.
“Então não é uma novidade. O esporte, como forma educacional, pode ser utilizado com bastante facilidade. A escola tem que mudar, evoluir de uma escola que, historicamente tem foco naquele que ensina, para ter foco naquele que aprende”.
Assessoria de Comunicação Social Prefeitura Municipal do Rio Grande
Foto: Divulgação
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